Category Archives: Reviews

Banner Saga Review

The Banner Saga – Análise

Embora os jogos indies não tenham toda a badalação e publicidade dos grandes “Triple A” (por razões simples), sua safra atual vêm sendo destacada com grandes títulos, dignos de pôr esses jogos de grande orçamento no chinelo. É só percebermos a presença constante desse cenário independente nas grandes premiações de games atualmente (Journey, por exemplo, teve até indicação ao Grammy). The Banner Saga aparece como mais um bom jogo dessa safra. Continue reading

Darksiders II

Darksiders IITenho certeza que todos vocês já tiveram aquele sentimento de que “poderia ser melhor” para um game, especialmente quando ele tem a difícil missão de superar o seu predecessor. Claro que esse sentimento não tem a força da decepção que muita gente teve com Dragon Age 2 e, principalmente, Duke Nukem Forever, por exemplo. Darksiders II é bom, muito bom. Fato. No entanto, não consegue ser melhor que o primeiro. Na verdade, eles são equivalentes. Sendo assim, quem gostou de enfrentar hordas infernais com War deve certamente gostar de encara-las com o mascarado Death. Continue reading

O Mal está de volta!

Diablo III Error 37

Depois de uma espera de anos a fio, de jogarmos e jogarmos seu predecessor até esgotarmos, finalmente podemos dizer: o Mal está de volta! Diablo III finalmente chega aos nossos PCs e um boom tomou conta da Internet. Milhares de pessoas só falam dele e milhões nem falam, pois estão ocupados demais jogando (ou tentando jogar) o game. Hoje, ele terá um cantinho todo especial no Press A Key, até porque foram 11 anos de espera, e nenhum Erro 37 vai nos impedir! Continue reading

DiRT 3

DiRT 3 principal

Olá, galera. Estou me sentindo importante por esses dias! Fui convidado por um formando de Jornalismo a fazer alguns reviews para seu Trabalho de Conclusão de Curso e um dos resultados é esse que posto pra vocês hoje: o review da nova edição do divertido jogo de rally da Codemasters, DiRT 3. Espero que vocês curtam, assim como eu quando estive escrevendo o texto. Vou tentar colocar aqui em um próximo post o resultado final dos textos que escrevi para o Pedro Ivo. Valeu, Pedrão, foi bem legal ajudar você nessa e boa sorte na sua apresentação da monografia. Certamente, teremos mais um bom talento no Jornalismo sergipano.

DiRT 3Seja cascalho, terra, asfalto ou neve, a ânsia por velocidade e adrenalida corre em nossas veias. Tampouco importa o tipo de carro, desde que o ponteiro do velocímetro esteja tremendo lá no final. Não seria fantástico se pudéssemos unir todos esses pontos em um único lugar? DiRT 3 faz isso, e de forma espetacular.

Embora não tenha o mesmo status de outros jogos de corrida (até mesmo porque o foco dos jogos são mais específicos), tais como Need For Speed ou Gran Turismo, a Codemasters  (responsável também pelo ótimo F1 2010) lançou “discretamente” a terceira edição deste jogo de rally, aperfeiçoando as principais qualidades do título anterior e acrescentando diversas outras atrações, como novas classes de veículos e as gincanas (gymkhanas), que lembram aqueles eventos para exposição e show-off de carros.

Tudo isso é mostrado de forma bastante agradável, com gráficos bem detalhados e ótima iluminação, com o uso da engine EGO 2.0, desenvolvida pela própria Codemasters e que é usada também em F1 2011 e Operation Flashpoint: Red River, ambos também da empresa. Como nem tudo é perfeito, de vez em quando você percebe alguns glitches, mas nada recorrente. A textura da neve e do cascalho, o sol brilhando no asfalto e o detalhe dos carros compensam qualquer problema que o jogo tenha (desde que estes sejam simples e não afetem a jogabilidade como um todo, claro – o que é o caso).

DiRT 3 Donut

DONUTS!

A EGO também cumpre bem seu papel com relação à implementação da fisica. Não espere dar saltos impossíveis e de longas distâncias em uma velocidade de 80km/h e um relevo de um metro e meio. O peso do seu carro, por exemplo, impede suas peripécias mais insanas e, vez por outra, você vai sair da pista, embora capotar pareça ser uma tarefa um pouco mais complicada. Além disso, o clima e sua imprevisibilidade também afetam (lógico) a pista e, consequentemente, sua dificuldade na direção, o que deixa o fator replay (aquele sentimento de que você está correndo em uma pista pela centésima vez sem qualquer dificuldade e inovação, tornando-se repetitivo) com uma escala baixa (o que, para um game de corrida, que geralmente sofre influência desse quesito, é algo considerável).

Falando em dificuldade, o game parece ter sido feito para qualquer jogador, desde o casual até o mais hardcore. Sua jogabilidade é simples e intuitiva, não importando o nível de dificuldade que você escolheu, e seus controles seguem o padrão de todo game de corrida, funcionam muito bem e com ótima resposta, até para os eventos de drift (que podem ser complicados para alguns, até que acostume-se com o timing). Por conta disso, a culpa de aprendizado é bastante baixa. Mas não confunda isso com facilidade: a progressão do jogo é árdua.

Talvez o grande pecado de DiRT 3 seja mesmo sua storyline. Como boa parte dos games do estilo, você entra, coloca seus detalhes e começa a correr. O detalhe é que vários gamers não pensam assim e preferem algo mais elaborado, e, por isso (além de o próprio estilo ser um pouco repetitivo, ao meu ver), esses jogos não são tão bem vistos quanto os das franquias Driver e, principalmente, Need For Speed, por exemplo (em especial, títulos como Hot Pursuit e o novíssimo The Run). Seu objetivo no jogo é acumular pontuação, para liberar eventos, e reputação, para habilitar novos carros e montadoras.

DiRT 3 Snow

Muita, muita neve...

Obviamente, isso não tira de maneira alguma seu brilho. Sua grande variedade de carros, buggies e picapes, e os incontáveis (e lindos) cenários e estilos de jogo (head 2 head, drift, rally, entre outros) enriquecem bastante o jogo, e a adição das gincanas nessa edição deu um toque todo especial. Nelas, você tem que cumprir um desafio acumulando um número de pontos de formas distintas, seja mostrando seus talentos no drift ou dando saltos fantásticos. Ótima forma encontrada para sair da “mesmice” das corridas. E o jogo ainda tem interação com o Youtube, bastando inserir seus dados do site de vídeos no jogo para fazer upload dos seus replays salvos, por exemplo.

No quesito multiplayer, DiRT 3 continua bastante rico. Além de poder jogar com seus amigos online as missões e gincanas presentes no modo tradicional, outras opções estão disponíveis: em Transporter, você segue o já conhecido estilo capture the flag, em Invasion, você marca pontos destruindo robôs alienígenas, e em Outbreak, você deve escapar dos carros “infectados” que estarão ao seu encalco, ao estilo survival.

DiRT 3 é tudo isso que vocês queriam. Seja em neve, cascalho ou barro, dentro de um carro, picape ou buggy, é diversão garantida. A nova engine cumpre muito bem seu papel e os vários modos multiplayer são uma ótima pedida. Embora a storyline seja o básico dos jogos de corrida (ou seja, praticamente nula), ele é muito bacana e suas gincanas não deixam o jogo repetitivo. Além disso, se quiser ver suas proezas no volante mais de uma vez, você pode fazer upload dos replays salvos no Youtube. O jogo está disponível para as plataformas PC, XBOX 360 e PlayStation 3.

Pra terminar, um aperitivo de como é o jogo com um clipe muito legal no perfil do jogo no Youtube, como homenagem a cinco décadas de rally. E, claro, como é de costume, também dou minha nota para o jogo e notas de vários reviews encontrados pela Internet.

Nota Press A Key: 8,5. Outros reviews: Gamespot: 9,0; IGN: 8,5; AtomicGamer: 9,0

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Dragon Age 2

A palavra com que eu começaria este review é: injusto, por tantas críticas que surgiram durante a semana de lançamento do game. Por várias vezes encontrei-me em uma dúvida cruel se realmente deveria ou não ter o jogo. Ainda bem que o fiz. O jogo não supera o primeiro, mas está quase no mesmo patamar. Dragon Age II é muito bom, com ótimos gráficos e animações, jogabilidade ainda melhor que a do Origins e com uma história que… poderia ser melhor. Se você jogou o demo, pode ter sido pego de surpresa que nem eu. Geralmente, quando você joga um demo, espera-se que ele tenha somente uma parte do jogo, com várias coisas muito legais desabilitadas, de forma que você é atiçado a querer mais. Para minha surpresa, o demo é exatamente igual ao início do jogo, exceto a customização do personagem – que fica desabilitada na demo. Talvez esse tenha sido um dos grandes pecados de DA2.

No início do jogo, os fãs de RPG ficarão desapontados. Como assim, somente três classes? Como assim, somente humano? Onde está a variedade? Sim, concordo com esses pensamentos. Um jogo de RPG restrito a uma classe é ultrajante, principalmente quando anões e elfos estão tão presentes no decorrer da saga. Vários jogos de menor expressão possuem, pelo menos, três raças a serem escolhidas. Além disso, somente Guerreiro, Mago e Ladino estão à disposição. Embora o sistema de build trees seja usado (o que já é algo de praxe em todo RPG) – ou seja, você pode criar um “arqueiro” a partir de um ladino ou um “clérigo” a partir de um mago -, usá-lo como abordagem pra várias classes é desgostoso, a menos que o faça com maestria – o que não é o caso.

Um belo dia para passear

Após a escolha de sua classe, é exibida a animação inicial da partida e o jogo começa de fato. É aqui que você nota que o jogo nada mais é que uma história contada por um anão – que poderia muito bem se passar por um bardo, mas é um arqueiro. A premissa é legal – uma história que é contada, onde suas escolhas interferem completamente na mesma, o que dá uma idéia muito legal de RPG -, mas a história em si deixa a desejar. Sua cidade está em ruínas, o rei está morto e seu personagem está tentando ajudar sua família a sair daquela enrascada. Como previsto, consegue sair – salvo pela mãe de Morrigan, bem diferente aqui – e vai para uma cidade que está a salvo da ameaça, e basicamente é isso. Na cidade, você vai fazendo seu nome, ajudando as pessoas, matando monstros e fazendo amigos e inimigos, sem nenhuma história interessante por trás disso. Seu objetivo é, primeiramente, ser aceito a morar na nova cidade, depois trazer luxo pra você e sua família e, por fim, você faz por fazer mesmo. Você é forte e o povão vai lá pedir sua ajuda, então por que não fazer?

Por sorte, vários outros elementos te ajudam a não parar de jogar. Os gráficos estão realmente muito bons, usando muitos elementos do jogo anterior, te dando uma idéia de conexão entre este e o Origins, e melhorando sombreamento, profundidade e cores. As animações são divertidas e bem construídas, como o uso de bombas de fumaça por ladinos (backstab) e as magias de fogo e gelo. Efeitos sonoros, música e as vozes dos personagens também devem ser destacadas, pois dão muita vida aos ambientes e personagens.

Falando em ambiente, este é um tanto repetitivo, já que o mapa é restrito praticamente a Kirkwall (a cidade pra onde você vai no início do game), com vários ambientes sendo utilizados em lugares com temática parecida (por exemplo, eu me deparei na “casa do tio Gamlem” umas duas ou três conforme eu entrava em algumas casas da cidade para enfrentar inimigos), ou seja, todas as casas de Lowtown são iguais, desde que não sejam sua, dos seus parentes ou dos seus aliados,  e os inimigos, principalmente nos níveis iniciais, não exigem muito trabalho de você, então você não terá grandes dificuldades até o décimo nível, que é onde a coisa começa a ficar boa.

Mira no olho… no olho…

Infelizmente, conforme você vai avançando, você percebe que o jogo também não é muito desafiador. Inimigos mais difíceis, side quests mais interessantes, relações interpessoais mais sólidas, tudo fica mais divertido. O jogo, a partir daí, choca por várias vezes, e isso motiva a continuar jogando pra ver no que vai dar, te prendendo em frente ao PC por horas a fio.

Sei que quem estiver lendo essas opiniões deve estar pensando: “pô, mas então esse jogo é uma porcaria”. Não é. O jogo é bom, e muito bom. Se não é fã de RPGs, ainda vai se divertir. Se é fã de RPGs, vai ser sugado para diversas intrigas e surpresas que o jogo te reserva. Se é fã de Dragon Age: Origins, coloque na sua mente que esse não é Dragon Age: Origins 2 e sim Dragon Age 2, pois os jogos têm preceitos notoriamente diferentes, embora seja o mesmo mundo. A história é mais simples, mas parece ser tratada com mais humanidade, parece ser muito mais viva. Enfim, o jogo tem muito mais profundidade. Então, se você é um carniceiro crush, kill and destroy que só quer saber de entrar em dungeon e atacar brutalmente qualquer coisa que se mexa, realmente talvez o jogo não te agrade muito. Mas vai perder a chance de derrotar um dragão adulto muito bruto.

Nota: 8,0

Outros reviews: Gamespot: 8,0; IGN: 8,5; Total Video Games: 8,0; 1UP: B+

P.S.: desculpem pela demora de atualizar, mas trabalho manhã e tarde e Dragon Age 2 à noite acabam com o tempo de qualquer um =]

Champions Online

Depois de muito o que se falou sobre DC Universe e do anúncio do Champions Online gratuito, eu resolvi começar a jogar o último para dar uma base do que você pode esperar dele. Na verdade, eu “voltei a jogar”, já que eu criei alguns personagens no demo do game, quando ele ainda era pago. Muito do que eu esperava do CO quando ainda jogava o demo virou realidade ao passar essa semana jogar, com algumas novidades, umas boas e outras nem tanto. Então, vamos pressionar a tecla pra começar!

O jogo é sim divertido, por mais tempo do que você possa ter achado. Embora não tenha tantos mapas assim, eles são um pouco grandes (nada como um World of Warcraft, em que as regiões são vastas, e existem MUITAS regiões), mas são bem explorados. Todavia, você vai realizar várias missões em lugares que são bem parecidos (pra não dizer idênticos) uns com os outros. Se você já jogou City of Heroes, deve saber do que estou falando. O gráfico não chega a ser tão exigente, mas é bem colorido e divertido, com traços imitando o estilo dos bons e velhos quadrinhos de super-heróis que você já se acostumou a ler, sendo esse um dos pontos cativantes do CO, embora isso venha a se tornar chato depois de um tempo. A interação com os objetos de cena também é bem legal, onde você pode pegar diversos objetos, tais como bancos de parque, postes ou carros e jogar nos seus inimigos. Porém, o jogo peca em vários aspectos, tais como glitches e stucks, e o desbalanceamento dos personagens.

A primeira grande diversão do jogo é a criação do seu herói. As opções para sua criação são fantásticas, tornando todo o processo de montagem algo bastante divertido, deixando a sua criatividade fluir e os resultados geralmente da forma que você pensou. Talvez seja por causa desse nível de abstração na criação do seu personagem que você fica satisfeito com o jogo: você vê aquele ser que estava em sua imaginação, seja ele bestial, asqueroso ou belo, tomar a (quase) exata forma, o que é gratificante, e você acaba criando um vínculo com ele. Quando ainda jogava a demo, eu criava diversos personagens, sendo ou não da minha cabeça, apenas pelo prazer e diversão de criá-los (moldei, inclusive, vários personagens dos quadrinhos, como o Silver Samurai e o Capitão América – modéstia à parte, ficaram muito parecidos).

Depois de criar seu personagem, você vai entrar no tutorial. Ele é divertido e já te dá uma visão geral de como será o jogo durante os próximos dias meses. Logo, se você iniciou o game e não gostou do que viu, é bem possível que você não vá gostar dele como um todo (ao menos, é a minha impressão). Além disso, o próprio game é intuitivo e, se você já jogou algum outro MMO na vida, não terá problemas em lidar também com esse. Caso não tenha jogado, você também não precisa se preocupar muito. O game tem duas opções de configuração, a Control Scheme e a Key Bind Set. A primeira altera sua visão para uma que você está acostumado. Por exemplo, na visão Shooter, fica uma mira na tela, como os jogos FPS. A segunda altera as configurações padrão das teclas para uma ambientação diferente, tais como controles de jogos FPS ou jogos de “fantasia”. É uma sacada interessante, pois a curva de aprendizado é menor e você fica familiarizado bem mais rápido.

Você também tem suas perícias (ou skills), em que você pode criar armas, dispositivos ou magias para usar. Basicamente, você pode escolher entre três, mais ou menos como citado: Arms, Science e Mysticism, onde cada “escola” tem uma relação maior com algumas habilidades e problemas com outras, e possuem especializações. Você aumenta sua perícia a partir de Pesquisa e Desenvolvimento: com a Pesquisa, você “testa” elementos e objetos daquela escola, que serão transformados em matéria base usada no Desenvolvimento de outros elementos e objetos, que podem ser aprendidos comprando as receitas (“blueprints”, como é chamado) nos skill trainers. Não é novidade, já é corriqueiro nos MMOs atuais.

As interações e os cinematics do Champions também são bem legais, embora você vá notar os primeiros problemas do jogo aí. Às vezes, o vídeo parece lento e mal sincronizado. As legendas do cinematic do Canadá estão fora de sincronia e, de vez em quando, dá umas travadas, o que dá uma má impressão ao jogador que está entrando. Mas outras são bem interessantes, tipo o encerramento do tutorial, em que você recebe a chave da cidade do prefeito (não vou dar detalhes, mas acho que você vai achar bem interessante). Também temos o lance dos objetos do cenário, como citado anteriormente. Você é um super-herói, ora bolas! Você pode levantar postes! Então faça isso e detone seus adversários. Além disso, temos as áreas e os NPCs. Você pode estar passeando tranquilamente quando, de repente, o banco está sendo roubado ou o prefeito está dando um discurso e você está no lugar certo e na hora certa pra ajudar. Você não precisa pegar a quest com ninguém. Você simplesmente está lá, vai ajudar e pronto! Quanto aos NPCs, existem aqueles em que você vai lá e pega as quests, como acontece em qualquer MMO, e tem aqueles pobres transeuntes que precisam de uma ajuda sua e eles vêm pedir! Grande sacada, Cryptic!

Mas nem tudo são flores. Nas várias e várias missões que você vai fazer, você vai olhar ao seu redor e perceber: “Peraí, eu não já vim aqui antes?”. E você vai ter por várias vezes esse pensamento. Você também vai se perguntar “Tá acabando as quests desse lugar, é?”, mas é só você ir pra outro mapa, que você vai ver mais quests (embora com ambientes parecidos ou com objetivos semelhantes), mas ao menos essas quests geralmente não são muito longas. Outra coisa é o PvP, onde temos algumas opções. Por enquanto, eu só participei dos Hero Games, onde existem dois modos: Cage, que lembra um UFC, com um octógono central cercado por grades (sendo que, no final, você mal vai ficar na arena) e o Zombie Apocalypse, mais um mini-game estilo survival da mais nova modinha entre os jogos: como o próprio nome diz, zumbis (na moral, já tá irritando essa história de colocar zumbi em tudo que é jogo). Você não vai ter batalhas épicas na jaula nem ficar em aflição com a quantidade de zumbis ao seu redor, mas dá pra tirar um pouco o foco das missões (definitivamente, não é um Battleground de WoW).

O som não empolga, mas também não compromete: cumpre o básico. As narrações, embora algumas sejam interessantes e engraçadas, não são empolgantes, assim como a música e os efeitos sonoros.

O desafio do jogo também não é dos maiores, a depender do personagem que você criou. E é aqui que a gente percebe como o jogo pode ser desbalanceado. Um personagem pode fazer quests de 3, 4 ou até 5 níveis acima do dele tranquilamente, enquanto outro não pode fazer quests do seu próprio nível sem a ajuda de outra pessoa. Para ambos os lados, isso tende a ser frustrante. Para se ter um desafio com meu personagem do arquétipo Blade, por exemplo, tenho que entrar em áreas e realizar quests acima do meu nível, e só assim eu sou “testado”, enquanto eu criei outro do arquétipo Mind e toda quest era uma batalha épica.

Contudo, vários dos defeitos são contornados pelas várias qualidades do jogo. Mas, se você ainda acha que alguns defeitos não são compensados pelas qualidades ou se acha que outros defeitos não são compensados por nada, lembre-se que o Champions Online agora é gratuito! Pra mim, já compensa =]

NOTA: 7,5

Outras Notas e Reviews: Gamespot: 7,5 // IGN: 7,6 // EuroGamer: 6 // MMOSite: 6,9