Decepções da Gamescom 2014

Especial Gamescom 2014: As decepções

A Gamescom desse ano pode ter chegado ao seu fim, mas a gente continua por aqui. Hoje, eu volto pra falar sobre as maiores decepções que rolaram pelo evento (ao menos, para mim). Chegou a hora de espalhar rancor!

Kinect

Na verdade, essa não é uma decepção que veio somente na Gamescom. O gadget, tão revolucionário e promissor, vem descendo ladeira abaixo.

Absolutamente nada foi mostrado sobre o dispositivo na conferência da Microsoft e poucas coisa foram mostradas durante o evento. Eu fico triste de ver como uma boa ideia, que muitas vezes foi considerada “o futuro dos controles”, vem sendo cada vez mais deixada de lado.

A esperança da empresa está agora no mercado independente. Com o lançamento da versão para Windows do Kinect v2, podemos torcer para que surjam novos e criativos games e aplicativos, seja para as plataformas do Xbox ou (por que não?) para o PC.

A revelação de Shadow Realms

Essa é uma opinião bem pessoal mesmo: eu fiquei bem decepcionado com Shadow Realms.

Por se tratar da Bioware (Mass Effect, Dragon Age), eu esperava mais um ótimo RPG, com o selo de qualidade da desenvolvedora. Por todos os teasers que vinham sendo apresentados, o que se pensava é que poderia vir algo tenebroso, ao melhor estilo survival horror. Imagina um RPG com essa pegada? Quem sabe, algo ao estilo de Call of Cthulhu, de H.P. Lovecraft?

Aí, vem a revelação, e Shadow Realms é um 4v1, estilo Evolve. Primeiro, nada contra Evolve, pelo contrário. A pretensão dele sempre foi definida: um jogo de ação. Beleza! Mas não é o que se espera de um game da BioWare. Talvez seja até interessante pra dar novos ares pra empresa; desenvolver coisas novas ajuda a sair da mesmice e a visualizar novas perspectivas.

No entanto, a expectativa foi pro brejo. A depender de como seja feito o game, posso até queimar minha língua e ser muito bom, com uma forte tendência RPGística. Na verdade, eles já disseram que eles pretendem colocar a experiência do RPG de mesa no jogo, meio que os heróis sendo personagens e o big boss sendo o DM (Dungeon Master, ou, simplesmente, narrador).

H1Z1

Você já ouviu falar do survival MMO H1Z1, da Sony? Pois é. Se não fossem pelo site oficial, o reddit do título e, claro, da gente aqui também, você já teria esquecido ou nem saberia do que se trata, tal é o descaso com a divulgação do game.

De qualquer forma, há algum tempo que dizem que H1Z1 vai ser “lançado muito em breve”. Enquanto houver “em breve”, a gente vai ter que esperar e, se a gente quiser saber mais, vamos continuar tendo que procurar informações. Ao menos, vocês já tem os lugares pra se informar mais 😉

DLC de Destiny

Eu, você, seu irmão, vizinho, amigo, vó, cachorro, periquito… todo mundo está sedento por Destiny. A espera pelo jogo, que só vai às lojas no dia 9 de Setembro, só nos deixa mais aflitos e toda informação que sai aumenta mais o hype. Não é à toa que ele é a nova franquia de maior número de pré-vendas realizadas da história.

Mas o que me chateia é que ele, que nem foi lançado ainda, já tem duas DLCs anunciadas, uma com lançamento agendado já para Dezembro. É do tipo “claro que já temos conteúdo pronto, mas vamos lançar só mais tarde pra que você nos dê mais dinheiro”.

Com certeza, sou a favor de conteúdos adicionais. Valorizo por demais a expansão do mundo de um jogo, mantê-lo vivo por mais tempo e melhorá-lo continuamente. Ideias surgem e elas podem sempre agregar valor a uma obra, e isso é ótimo.

Contudo, é notório que as DLCs de Destiny (ou, ao menos, essa primeira, The Dark Below) é o chamado caça-níquel, ou seja, lançado pra arrecadar mais grana. Ou você acha que não dava pra colocar esse conteúdo já na versão final do jogo, principalmente quando percebemos a distãncia pequena entre os lançamentos?

Isso, infelizmente, não é exclusivo de Destiny. Na verdade, é uma tônica do mercado. Um exemplo disso são os conteúdos exclusivos de pré-venda, que te “forçam” a garantir o jogo antes do tempo, antes de você poder analisar se ele é realmente bom ou não. Um ótimo texto sobre o assunto é o You shouldn’t pre-order Alien: Isolation (or any other game), de Ben Kuchera, do site Polygon. Embora você possa achá-lo um tanto rígido na sua opinião, ele explica muito bem como o mercado se utiliza de DLCs com várias manobras para ter lucros ainda maiores. E, além disso, a gente conhece a Capcom, não é?

Poucas informações de Halo 5 e Dying Light

Nada contra a Master Chief Collection, mas seria legal falar um pouquinho do Halo 5, né? Ao menos, tivemos a confirmação de um beta multiplayer a partir do dia 29 de Dezembro, com três semanas de duração. Todos que comprarem a coleção terão acesso ao beta.

E Dying Light? Além de um trailer de gameplay, que você pode conferir aí embaixo, o site Dual Pixels nos salvou, com uma entrevista com o game designer do título, Maciej Binkowski. No fim, acho que a falta de informações demonstra que realmente não tem mais nada pra ser falado da obra, o que não me empolga muito.

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Qual sua grande decepção na Gamescom 2014? Gostou da nossa lista ou acha que podia ter mais algo? Deixe aí nos comentários o que ficou faltando e até o próximo evento.