Press Play #1 – Games e Estereótipos

 

É com grande alegria e satisfação que anuncio aqui o primeiro “capítulo” do Press Play, nosso podcast. No Press Play, você vai sempre encontrar encontrar temas pertinentes sobre o mundo dos games, que não costumam ser tão expostos ou debatidos por aí. Esse primeiro podcast, por exemplo, trata da polêmica relação entre games e estereótipos. Por que será que os games sempre se utilizam desse recurso e por que o mesmo costuma causar tanta confusão? Confira as opiniões expostas por King, Jean Mota e Adelson Tavares e mostre também suas opiniões sobre o assunto.

Você pode ouvir aqui

ou baixar o arquivo aqui (para baixar o arquivo, clique com o botão direito e selecione a opção “Salvar arquivo como…”).

Membros:
Marco King: gamer não tão hardcore. Desenvolvedor formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Sergipe e criador do blog, deve passar 2/5 de sua vida sentado em frente ao PC (e 1/5 em frente à TV, com o PS3 ligado).

Jean Mota: gamer esportista e ex-redator da revista Playstation.com.br. Atualmente, é professor de inglês e foge de tackles no time de futebol americano Aracaju Bravos.

Adelson Tavares: designer cheater e ocupado demais pra ser gamer. Participou como artista 2D em diversos projetos, incluindo games, e agora vocês poderão ver em breve sua assinatura em algumas obras da Marvel Games. Confiram o trabalho do garoto em seu blog aqui.

Música de fundo (BGM): The Elder Scrolls V: Skyrim Original Game Soundtrack

Todos os meses, teremos um novo “capítulo” do Press Play, debatendo e entretendo sobre os assuntos mais curiosos e polêmicos. Até Setembro, pessoal.

Comments

  1. Oê. First! brhuahuahua
    Bem, o comentário vai ser longo. /o/
    Bom podcast pra início, só no começo deles vcs estavam meio devagar até pegar no tranco. Bem, uma coisa que senti falta, talvez o esteriótipo mais antigo nos jogos: mulheres gostosas seminuas,que tá mudando, bem aos poucos, mas tá. Isso sempre me irritou e mto, principalmente no Soul Calibur em que os peitos das mulheres tem vida própria.

    Vou comentar somente sobre o Max Payne pq os outros citados não joguei. Sobre Max Payne existe um problema mais complicado: complexo de vira-lata e auto-imagem idealizada do paulistano. É fato que a gente tem a necessidade de que se mostre uma boa imagem nossa pra fora, mas a gente nuca se satisfaz, o jogo é um exemplo, a favela é a MENOR parte do jogo que tem fase no bairro rico baseado no Morumbi – Zona Sul ( aquela favelona da primeira fase é baseada na favela de Paraisópolis que fica atrás dos prédiões ricos do Morumbi, é simplesmente a 2ª maior favela da cidade, é gigante ), na balada baseada em uma balada real dum bairro nobre, o estádio de futebol do Galatians ( referência ao Corinthians, o escudo é semelhante as primeiras versões), a fábrica tb em bairro nobre, AÍ vem a favela ( dividida em 2 partes ), 2 caps fora do país ( New Jersey tb é mostrada de forma caricatural ), o Rio Tietê que de Guarulhos pra Santana de Parnaíba é aquela floresta mesmo e tem algumas docas daquele jeito por conta de alguns armazéns. O Rio Tietê atravessa o estado até Mato-Grosso, não é só o trecho dentro da cidade de SP. 😉 Depois temos a fase dentro do Term de ônibus, relativamente baseada no Term Pq Dom Pedro II no centro, chega inclusiva a aparecer o mercadão Municipal e os ônibus são das cores da linha Zona Leste-Sul (verde e vermelho), a delegacia IDÊNTICA as delegacias daqui ( claro em porte maior ). Nesse trecho do jogo aparecem 2 coisas: lista de bairros reais da cidade no notebook, inclusive o bairro onde moro (Sapopemba XD) e coxinhas, mtas coxinhas ( aqui em SP os policiais são chamados de gambés, ou coxinhas) e por fim a fase do aeroporto/metrô mto semelhante as estações da linha amarela. Opa me esqueci da favela vertical, que realmente existiu em SP, mas já foi demolida. Apenas 3 fases de favela, sendo 2 a mesma fase repartida e 2.

    Agora o problema de auto-imagem idealizada e tb esteriótipo do país em relação a SP. A organização da cidade funciona assim: qto mais próximo do centro, mais rico ou comercial é o bairro, qto mais longe = periferia e MTA favela. O que acontece é que todos os bairros em SP tem favelas, mas são micro favelas, ou pequenas no meio dos bairros, então existe a impressão de que SP tem poucas favelas, porém qdo vc vai pras periferias ( principalmente zona norte, sul e leste que são predominantemente mais pobres ) vc encontra verdadeiros morros de favelas, coisa grande mesmo! Só que o paulistano tem o conhecido bairrismo e mania de esconder e até mesmo, nem conhecer seus probs, o paulistano médio em geral mal conhece a cidade além dos bairros boêmios e a própria região em que vive. Então qqer sinal de pobre/favela a gente anuncia “parece o rio!”. Outra coisa mto criticada e estranhada no jogo foi o português, porém a dublagem foi feita toda em SP com moradores da cidade ( por isso é tão ruim ) exceto os personagens principais. Aí rola um problema de estereótipo, que é a do sotaque cantado Faustão.Só que em SP existe uma variação assim: qto mais pra periferia mais misturado com sotaque nordestino ( baiano e pernambucano ) e caipira, é uma mistureba aqui. XD
    Bem, a porra do comentário tá gigante, mas enfim. A rockstar fez pesquisa socio-política da cidade, visitou por 1 ano, fez captura 3D e etc. Tem tudo isso no site:

    http://www.rockstargames.com/maxpayne3/news/article/rockstar-research-the-weaponwielding-gangsters-and-special-polic.html
    http://www.rockstargames.com/maxpayne3/news/article/rockstar-research-the-rarefied-high-life-in-max-payne-3s-so-paul.html

    E umas fotinhas de favela e periferia de SP, alias vejam a galeria desse cara ( que foi linkado do próprio site da Rockstar) tem fotos de SP inteira.

    Favela boa esperança: http://www.panoramio.com/photo/36096440?tag=Brasil%20-%20SP%20-%20S%C3%A3o%20Paulo%20-%20Brasil%C3%A2ndia

    http://www.panoramio.com/user/2517153/tags/%2A%20Ocupa%C3%A7%C3%B5es%20irregulares%20e%20n%C3%BAcleos%20urbanizados%20.%20Slums%20and%20upgraded%20slums

    Bom, é isso. mals, pelo comentário bíblico. XD
    Flw até o próximo podcast. o/

    1. Excelente adição sobre a questão do Max Payne 3, Wagner. A falta de conhecimento da própria cidade costuma acontecer mais do que deveria, sem dúvidas, e é sempre bom ter pessoas desmistificando tamanhas críticas.
      Quanto às “mulheres gostosas”, infelizmente, o tempo era reduzido, então houve assuntos que tivemos que pular mesmo, mas a questão do sexo sempre foi um assunto bem corriqueiro nos games de fato (inclusive, vale um podcast).
      Muito obrigado pelo comentário. Grande ou pequeno, é sempre importante (e, no seu caso, bem enriquecedor). Abraços.

  2. Kingudo, acabei de ouvir o podcast: parabéns! Ótimo conteúdo e ótimas críticas. Estou ansiosa pelos próximos ;]