Análise de Strider

Strider – Análise

Strider sempre foi visto como um herói mal aproveitado pela Capcom. Afinal, um ninja badass que usa e abusa da tecnologia pra sair barbarizando por aí é sempre visto com bons olhos por nós, não é? Com esse intuito, a Double Helix resolveu fazer um reboot do game, resultando num divertido hack n’ slash de plataforma.

Strider já começa de modo alucinante. Esqueça a história; ela vai se desenvolvendo com o tempo. O lance é sair pulando, deslizando e cortando robôs ao meio, enquanto evita serras, desvia e reflete tiros. Talvez a falta de um enredo mais profundo possa te deixar um pouco decepcionado, mas o que temos aqui é um daqueles clássicos games de plataforma, em que a história é deixada um pouco de lado para a diversão comer solta. Na verdade, o game é tão frenético que você nem vai lembrar de enredo.

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Strider é frenético do começo ao fim, mas os cenários podiam variar um pouco mais

Dois fatores que contribuem bastante pra isso são a clássica jogabilidade e os controles. Se você curte Megaman ou Castlevania, você vai sentir uma sensação nostálgica aqui, assim como eu senti. Além disso, a precisão absurda dos controles tornam as batalhas extremamente empolgantes. A resposta é quase sempre imediata, o que facilita na hora de enfrentar muitos inimigos de uma vez, seja soltando poderes, alternando técnicas de fogo e gelo ou simplesmente lançando kunais e deslizando por aí.

No entanto, os cenários do game deixam a desejar. Não falo pela questão da arte, pois ela é bacana, mas não tem grandes variações, o que acaba dando uma sensação de repetição. Algo que ajuda um pouco é ter muitos itens desbloqueáveis, tais como roupas e arte conceitual , pois mantém a vontade de explorar ao máximo o mapa. Durante o game, você também desbloqueia dois modos de jogo: survival (o velho modo que testa suas habilidades de combate, te fazendo lutar até morrer) e beacon run, que testa suas habilidades contra o ambiente, desviando de serras, tiros e armadilhas.

Voar em um pássaro ou montar em uma pantera feitos de energia são modos empolgantes de ir de um setor para outro do mapa.

Os chefes também não costumam dar tanto trabalho e, quando você pega a habilidade de gelo, aí o jogo fica mais fácil. Quando você congela o inimigo, além de ele ficar imóvel (dã!), ele demora um tempinho razoável pra se soltar, deixando as lutas bem simples.

Mas nem esses problemas tiram o brilho do game. Strider tem uma filosofia simples, mas consegue divertir bastante, com sua boa quantidade de golpes e habilidades e um controle que responde bem ao seu estilo de jogo. Um excelente revival para um personagem que andava esquecido e merecia um game à altura.

Custo x Benefício

Embora não seja um jogo em que você vá passar muitas horas jogando até terminar, você acaba gastando mais tempo do que pensaria ao explorar o mapa para pegar os itens desbloqueáveis. Strider está custando R$25 na Steam, um bom preço para um lançamento e para um bom jogo que pode acabar fazendo com que você jogue mais de uma vez após fechá-lo.

Se você estiver procurando por um game divertido, creio que você vai ver em Strider uma boa pedida. E, caso ache uma promoção, vai por mim que é compra certa.