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#PreçoJusto

Há alguns meses atrás, mais especificamente no final de Janeiro, houve um “movimento” muito interessante em algumas (poucas) capitais do país, chamado de “Dia do Jogo Justo”, comentado brevemento aqui no blog, uma espécie de mobilização feita por lojistas, distribuidores e fabricantes, com o objetivo de chamar a atenção sobre as pesadas taxas cobradas em cima de diversos produtos (nesse caso, mais focado em jogos e consoles) fabricados especialmente lá fora. Não posso dizer que o objetivo do evento foi alcançado, já que algum tempo depois a mesma andava muito meio esquecida por aí, mas serviu pra mostrar que temos público sim para compra corrente de títulos, e que a pirataria não alcançaria tais patamares (ao menos, com relação a esses artigos).

Eis que, há alguns dias atrás, mais uma dessas “estrelas de Internet”, como alguns chamam, resolveu “dar as caras” em seu videolog com um tema similar, porém mais abrangente: as demasiadas taxas aplicadas a produtos do exterior (e não somente a jogos e consoles). Felipe Neto, em seu vlog “Não Faz Sentido”, usa de seu espaço para incitar uma movimentação, um manifesto, naqueles que costumam assistir ao seu programa, de forma um tanto agressiva e com diversos palavrões, mas cujo propósito é salutar. Sua “revolta” exibida no vídeo já foi chamada de enganadora, falaciosa, até mesmo perniciosa. Como pode ser visto em seus vídeos (sim, eu assisti a alguns, para ter embasamento e poder falar – alguns são divertidos, até), é praxe o fato de ele comumente usar insultos e agir da forma agressiva; fato confirmado em seu artigo escrito no site Papo de Homem, em que ele escreve:

Aos que reclamam da linguagem do vídeo do Não Faz Sentido, amigos, pela enésima vez, é uma interpretação e foi a fórmula que deu certo no ‘programa’.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Q4rEJr3sUO8]

Honestamente, eu não tenho muitos problemas quanto a isso. O xingamento, queiram ou não, está virando “lugar comum”, algo banal em nossa sociedade. Em qualquer lugar que você passar, você acaba ouvindo um termo ofensivo, pejorativo, e acaba nem se importando. Isso é salutar? Pessoalmente, não curto muito a idéia, mas é comportamento social, “começando a” ser agregado à cultura popular, e o ato de agir assim só insere ou acentua essa cultura ao seu público, que alguns podem interpretar como um agravante, já que este público é jovem. E antes que venham falar que estou falando mal do Felipe Neto e tal, tenham consciência de que em qualquer lugar é usado algum artifício para atrair público. E aos que vierem dizer que Felipe Neto é um venenoso desvirtuador de mentes e valores morais, costumo dizer a alguns que, por exemplo, traição hoje é banal, e que novela tem sua (grande, talvez) parcela de culpa, então não me venham com falso moralismo.

Continuando, as ações e pensamentos supracitados podem ser degradantes para alguns, mas são reais, e vivenciamos isso todos os dias. Mas a cultura no Distrito Federal é outro assunto. Tal vídeo não deve ser visto com bons olhos perante a “alta cúpula” da sociedade Brasileira, e pode ser interpretada de várias maneiras, muitas delas prejudiciais. Assim, se um político “espertinho” quiser transformar o Felipe Neto em um mau caráter e/ou seu movimento em uma enganação, ele pode conseguir sim, sem muitas dificuldades. Todo dia, vemos leis lícitas, com objetivos nobres e/ou de interesse, engajamento social e são atravancadas tão facilmente, do mesmo modo que textos ultrajantes são escritos e aprovados rapidamente – eis um exemplo.

Como fala o dito popular, “de boas intenções, o Inferno está cheio”. Mas pergunto-lhes: devemos crucificar a pessoa (por sinal, antecipadamente, pois ainda não vi prova ou base fundamentada de que o autor do vídeo é um mau caráter, e que criou esse manifesto pura e exclusivamente com objetivos próprios) ou devemos abraçar a causa? Li diversas discussões que dizem que esse movimento é uma enganação, pois o único propósito do Felipe Neto é comprar seu iPad mais barato, ou então ganhar/recuperar seu espaço na mídia, ficar mais famoso, promover sua loja virtual, etc. Mas olhem ao redor! As emissoras não tão nem aí pro sexo e pro palavrão que inundam as novelas, porque elas querem sua audiência, e sabem que a conseguem com isso. Seu chefe coloca ar-condicionado na sua sala pra que você tenha conforto, aumente sua produtividade e dê mais dinheiro pra ele. Sua mulher fez sexo com você ontem, mesmo sem querer, porque sabe que, mais tarde, vai ter alguma recompensa. Então, mesmo que o Felipe Neto tenha seus objetivos mesquinhos e egoístas, a proposta é um bem que afeta a TODOS! INCLUSIVE a ele, talvez ESPECIALMENTE a ele, mas NÃO SOMENTE a ele.

Também não estou afirmando que é pra liberar tudo, que é pra ser tudo um grande carnaval, e que a putaria tem que rolar solta mesmo. Creio que o nome do movimento é algo certo: não podemos considerar como ‘justo’ a quantidade de impostos aplicados sobre diversos produtos importados, e não há justiça nas diversas formas de “interpretação” aos quais esses estão sujeitos. É justo, sim, termos impostos para tais artigos, mas impostos regulados corretamente e coerentes com o propósito dos mesmos. É justo, sim, a distribuidora e a loja aplicarem sua taxas de revenda, porém de forma consciente (até porque, a migué, vai perder mercado – lei da oferta e da procura). É MUITO JUSTO, SIM, os impostos cobrados nessas e em todas as várias outras aplicações irem para os lugares de direito – e dever. É um direito nosso reinvindicar isso, seja esse um pensamento cívico, social ou comercial.

Você pode estar aí dizendo: “cara, seu blog é de games, lógico que tudo falado por você é somente pretexto, pois você vai obter benefícios diretos com isso”. Ao contrário de você, estou analisando com uma visão coletiva. Posso muito bem quebrar a cara com isso tudo e você ficar aí “ha, te avisei, mané”, mas terei minha consciência tranquila de que ao menos fiz o mínimo – um ínfimo percentual – pra contribuir, não só pessoalmente, mas coletivamente, pois sei que muitos serão beneficiados com isso, inclundo você. Não limitei meu pensamento às suspeitas, às intrigas. Não me prendi ao “…e se der errado?”, pensei no “…e se der certo?”. Acho que estou sendo justo em aplicar ao manifesto, pelo menos, o benefício da dúvida.

Ao menos, essa é a minha opinião.

Construa a sua.

Leia: Gizmodo: “Não apoiamos, mas apoiamos” (Pedro Burgos), Papo de Homem: O #PreçoJusto é um manifesto (Felipe Neto), Papo de Homem: “Preço Justo” não faz sentido (Raphael Gaudio), Cadê meu Dorflex: Preço Justo – Você nem precisa mexer o seu traseiro gordo (“Marcel”), Blog do Tiago: #PreçoJusto. Esse Manifesto não faz Sentido – Saiba porquê Parte 1 e Parte 2 (Tiago Peres).

[Update: texto indicado pelo leitor “bravoO”, do Blog “Marcelinho, o Opinioso: “Da arte de se explicar sem se explicar (ou Porque o #preçojusto não pode ser defendido), escrito pelo homônimo do blog. Sensacional lembrança do Ulysses Guimarães.]

P.S.1: pesquise, discuta, fomente opinião, agregue valor.

P.S.2: comparação de valores de produtos com e sem impostos: Plyns.

P.S.3: desculpem-me por escrever muito.

Curtinhas 001

Quem sabe agora não dão mais valor ao mercado de games aqui no Brasil…

No último dia 29, em São Paulo e em mais seis cidades brasileiras, aconteceu o chamado “Dia do Jogo Justo”, um dia em que o gamer recebeu um pouco de merecida atenção, com palestras, apresentações e games sendo vendidos pela metade do preço. Além disso, uma causa muito nobre: a reinvindicação para a diminuição dos preços dos games. Citando Marcos Chien, em entrevista para o G1 (vide link,), “os jogos e consoles estão na mesma classificação do que as máquinas de caça-níquel e de videopôquer. (…) Nossa meta é enquadrar o videogame nas mesmas tributações que os computadores no país, muito menor, o que certamente irá aumentar as vendas do mercado legal sem prejuízo para o governo”. Com toda a certeza, o governo lucraria como nunca com a venda dos jogos e ainda ajudaria o combate à pirataria, já que um número considerável de gamers faz downloads ilegais de jogos graças aos abusivos impostos colocados em cima dos preços dos títulos que vêm pra cá.

Tantos games, tão pouco tempo…

Entre os dias 28 e 30 de janeiro, houve uma maratona um tanto curiosa. Seguindo o tema “extinção”, mais de 44 países começaram uma correria para aprontar o maior número de games possível. A iniciativa teve colaboração de Keita Takahashi, famoso diretor de games e criador de Katamari Damacy, que fez uma participação no vídeo de abertura da maratona. Esperamos que essa iniciativa traga muitos títulos divertidos e desafiadores para nossa alegria.

Tiros bem dados

Embora a notícia de que Call of Duty: Modern Warfare 3 – que deve ser lançado lá pelo último quarto do ano – vai ser desenvolvido em conjunto entre Infinity Ward, Sledgehammer Games e a Raven Software (os dois primeiros ficariam com a parte Single Player do game, enquanto o último ficaria com o Multiplayer, segundo o jornal Los Angeles Times), o que mostra que o desenvolvimento desse título vai ser meio conturbado – portanto, já vou tirar de minha cabeça a idéia de que essa sequência poderia superar a anterior -, as previsões de vendas para o último quadrimestre da Activision não deixam nada a desejar. É previsto que o FPS Call of Duty: Black Ops tenha vendido mais de 20 milhões de exemplares durante esse tempo, o que acarreta num lucro de mais de um bilhão de dólares, e eu nem mencionei que as vendas do Cataclysm, expansão do World of Warcraft, atingiram 4.7 milhões de cópias em um mês de lançamento, com previsão de chegar a 6 milhões até o fim do mês.

Fontes: G1, Gamespot, LA Times