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E3: Dia 2 – Wii U e alguns dos games mais procurados para PC

O dia começou bem agitado na E3, com a última grande conferência do evento, da Nintendo. Muito foi especulado durante os últimos meses sobre o sucessor do Wii e sobre o tal Project Cafe, e as respostas vieram hoje, mas apenas para um deles. Enquanto o café ainda vai esquentando (trocadilho infame nível 1), o novíssimo Wii U foi mostrado com detalhes para todos verem, babarem e, talvez, ficarem com cara de tacho comentando pra si mesmos: “é isso?”. Confesso que estou incluído no último. Na verdade, toda a apresentação, na minha opinião, foi decepcionante e pode ser dividida em três partes. A primeira parte é “Zelda 25 anos”, um anúncio dos vários artigos que serão lançados em comemoração aos 25 anos de Legend of Zelda, como alguns jogos para diversas plataformas (da Nintendo, claro) e mais dois albuns de músicas com os principais temas da série. Muito legal pra quem curte. A segunda parte é o anúncio de vários títulos para o Nintendo 3DS, sendo quase todos jogos das séries clássicas da Nintendo: Starfox, Mario, Kid Icarus, todos estão de volta no portátil. Poderia ter Metroid na lista, mas não rolou; os títulos anunciados não foram empolgantes. Por fim, o grande anúncio da conferência: o sucessor do Wii tem nome, e será Wii U. Err… não, Nintendo, não é assim que se inventa nome pra console… se é que posso chamá-lo de console. Prefiro dizer que ele é um tablet com controle embutido. Fico imaginando a agonia que poderá ser jogar em um controle do tamanho de um tablet. Perdão, Nintendo, mas não fiquei empolgado com o UiiU; aliás, achei o PS Vita muito mais surpreendente, inovador e bacana. O novo Wii não se destaca e tenho dito.

Mas quem teve muito destaque durante o dia, claro, foi a demonstração dos games no evento. Como em toda edição, os stands estavam lotados de viciados e curiosos, jogando ou simplesmente olhando tudo atentamente. Diversos games para PS3, XBOX 360 foram mostrados, mas o foco, claro, estava nas demonstrações de jogos para o PS Vita e em uma visão mais de perto do Wii U. Obviamente, eu vou focar aqui nos games que estarão disponíveis para PC, já que é mais a minha área, mas não se preocupem que vamos falar de muitas outras coisas que estão rolando na feira. Então, fiquem ligados porque a E3 vai dar muito assunto aqui no blog.

O primeiro jogo que vou falar é Batman: Arkham City. E só tenho a falar bem, pois a demonstração mostrada na E3 mostra muito bem o que podemos esperar do game, e de forma alguma posso reclamar. Os gráficos estão lindos, com um cenário sujo e sombrio, e ótimos efeitos de luz, mas não há muita coisa diferente do Arkham Asylum, o que não é ruim, já que este foi realmente fenomenal. Outra coisa bem legal é o ótimo voice acting, a escolha dos vilões (Duas Caras está ótimo, muito bem construído) e o fato de poder jogar com a anti-heroína Mulher-Gato. A jogabilidade também não teve grandes alterações e os combates estão muito parecidos (pra não dizer que estão iguais) ao primeiro jogo, o que também não considero um defeito, pois que o combate já era muito bom e a manutenção disso permite aos fãs do game entrarem no novo título sem dificuldades. Porém, por esse próprio motivo, talvez Arkham City venha a ser ainda mais fácil que o inicial (que já era bem difícil de você ser derrotado) e isso ser um pouco frustrante. Ainda assim, Batman: Arkham City tem tudo para ser uma ótima sequência e garantir horas de diversão no seu PS3, XBOX360 e PC.

Seguindo em frente, temos Battlefield 3. Não tenho outra palavra pra descrever, exceto “maravilhoso”. A nova engine usada pela Dice deu um realismo fenomenal ao jogo.  A interação com o ambiente, onde você REALMENTE destrói prédios, é linda e a qualidade de renderização é quase real. A jogabilidade não parece fugir do padrão dos jogos de FPS, então até o mais casual dos gamers não deve ter quase nenhuma dificuldade para acostumar-se com o jogo. De um ponto de vista inicial, analisando a apresentação dos grandes competidores dos shooters desse ano, o Battlefield 3 leva uma pequena vantagem sobre o Call of Duty: Modern Warfare 3, que tem uma história mais rica e envolvente, mas perde um pouco (só um pouco) nos efeitos visuais e na interação com o ambiente. Qualquer um dos dois, no entanto, é garantia certa de satisfação.

A maior revelação da E3 a respeito de Mass Effect 3 foi, sem dúvida, o suporte ao Kinect e o sistema de reconhecimento de voz in-game. A notícia deixou os fãs do game altamente empolgados e todo mundo queria conferir isso, já que isso é mais um passo dado rumo a jogos altamente interativos, alcançando um nível do uso dos sentidos nunca antes visto. Mas uma pergunta que fica no ar é se isso poderá ser aplicado aos PC gamers já na versão desktop do Mass Effect 3, já que o sistema de reconhecimento de voz do Windows poderia ser usado tranquilamente para a plataforma, até mesmo porque o sistema operacional e o XBOX devem usar um sistema, no mínimo, semelhante (afinal, são da Microsoft). De qualquer forma, tendo ou não essa interação também em nossos desktops, Mass Effect 3 promete fechar com chave de ouro a trilogia.

Outros games bastante procurados nesse segundo dia que também devem sair para o PC foram Fifa 12 e Pro Evolution Soccer, Gears of War 3, Kingdoms of Amalur, Darksiders 2, Elder Scrolls Skyrim e Saints Row The Third. Amanhã, eu espero voltar pra comentar mais um pouco sobre o que vai rolar no terceiro dia da E3. Até lá, pessoal!

Dragon Age II, Games de Kinect pra PC e cheiro em jogos

Depois de um tempinho ausente, graças à pouca (e/ou desinteressante) movimentação no mundo dos desktop gamers (e um probleminha ocular no meu mundo), algumas notícias interessantes começam a aparecer.

A primeira (e menos importante) é que o demo da sequência de Dragon Age II foi lançado hoje, mas ele está disponível apenas pro pessoal que está navegando na XBOX Live e na PSN (só pra variar um pouquinho, né).

A segunda (e bem mais interessante) é a liberação da Microsoft para produção de games de Kinect para nosso amado PC. Serão enviados kits (os bons e conhecidos SDK’s) de desenvolvimento para vários estúdios de desenvolvimento de jogos até junho desse ano e deverão estar à disposição também para desenvolvedores e curiosos poderem baixar, inclusive com toda a parte de captura de movimento e reconhecimento de aúdio. Depois que hackearam o aparelho e o youtube encheu de vídeos de pessoas fazeram mil peripécias com ele, acho que a gente não podia esperar algo de diferente da empresa, né. Bom senso: você está fazendo isso (um tanto) certo.

Cheirooooso...

Pra completar, um dispositivo USB muito inusitado vai ser lançado no Natal. Um emissor de cheiros chamado de ScentScape. Isso. É, emissor de cheiros. Os jogos que suportarem essa tecnologia indicarão ao sistema um dentre 20 tipos de odores e o quanto dele será emitido. Cada dispositivo vai custar próximo de 70 dólares, com cada “cartucho” de cheiro de 200 horas de uso custando 24 dólares. Talvez o preço seja meio salgado pra algo que pode ser considerado supérfluo, talvez você esteja lendo e falando pra si mesmo: “Ah! Isso vai ser modinha pro três meses e pronto. Mas já estou imaginando aquele cheirinho de sangue ao acordar (e ir jogar Left 4 Dead 2) e o “prazer” que seria jogar DotA com Pudge…