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Azeroth Choppers

Azeroth Choppers: O duelo pela melhor moto de WoW

Você já deve estar acostumado com as coisas malucas que surgem envolvendo o World of Warcraft, desde a viralização de Leeroy Jenkins até a série pornô Whorecraft. Dessa vez, a Blizzard está produzindo seu próprio American Choppers, série do canal Discovery Channel de design e criação de motos. Conheça agora Azeroth Choppers. Continue reading

Hora de baratear!

HoNWoW

Um novo tempo está chegando, um tempo que todos sonhávamos, especialmente nós, brasileiros. O tempo em que finalmente poderemos jogar aqueles títulos divertidos por preços menos exorbitantes (menos exorbitantes é diferente de baratos).

A primeira onda é o game Free 2 Play, que são jogos que foram lançados (ou ficaram assim no meio do caminho) “livres para jogar”, ou seja, não precisa pagar para jogar. Jogos assim geralmente surgiam quando eram lançados com nenhuma ou pouca pretensão, não querendo concorrer com os grandes títulos. Infelizmente, esses nunca foram muito especiais (ao meu ver), pois sempre faltava um quê a mais na diversão ou jogabilidade. São divertidos, mas seu fator replay não é alto.

Todavia, games mais promissores e com maiores pretensões estão se tornando F2P. A concorrência com grandes títulos virou uma nova ambição, proporcionando uma maior qualidade para esses. Foi dessa forma que jogos como Champions Online (tentando pegar um mercado que o alto valor de DC Universe Online não consegue pegar) ou Heroes of Newerth (acirrando a concorrência direta com o famoso DotA) tornaram-se Free 2 Play, além de outros títulos que colocam suas versões multiplayer disponíveis. Esses jogos também “forçam” os novos jogos que também têm a pretensão do F2P a surgirem com maior qualidade, seja gráfica, em jogabilidade e/ou em diversão.

Mas por que eu simplesmente não os chama de “gratuitos”? Eu considero gratuito aquele jogo que você não paga nada e tem liberdade total no jogo, e um Free 2 Play não é assim. Você o acessa gratuitamente, mas diversas vantagens são dadas a quem paga, seja por itens, armas, heróis ou pelo próprio jogo em si. Não estou dizendo que considero isso errado; pelo contrário. Um game envolve muito esforço e dedicação e merece ser recompensado por isso. O que estou dizendo é que essas vantagens a quem paga tornam o jogo um tanto desbalanceado; pessoas com dinheiro têm heróis mais fortes, com equipamentos mais poderosos e etc. Então, não posso considerar gratuito títulos cujos itens não estão disponíveis a todos.

Esse efeito também afeta os “intocáveis”. O MMO pago mais jogado do mundo World of Warcraft já anunciou que virá para o Brasil com preços bem módicos, com R$15 a mensalidade. A estratégia de expandir os horizontes da empresa, englobando o mercado nacional, que já gasta o dobro ou até o triplo disso por mês, também deve dobrar ou triplicar em números, pegando também os jogadores F2P brasileiros e brecando um pouco o avanço desses títulos em mercados emergentes e bastante promissores. Afinal, competir com uma gigante desse porte é sempre complicado.

Mas esse eixo também está balançando também as fabricantes de aparelhos. O corte nos preços do Nintendo 3DS já tem dado bons resultados, e arrasta, dessa forma, a venda dos softwares.  A Ubisoft, por exemplo, anunciou na Gamescon que o barateamento do aparelho afetou também as vendas de títulos da desenvolvedora, o que proporciona uma maior “união” entre as fabricantes. A Sony também fez uma “promoção” (que deve encerrar dia 30 de agosto) que abaixa o valor do PS3 no mercado brasileiro de R$1500 para R$1300 (versão de 160GB), e revelou há poucos dias que o valor do PS3 cai de $299 para $249.

Isso tudo tende a virar um “ciclo” do mercado. Consoles ficam mais baratos e vendem mais. Ao vender mais, mais títulos podem ser comprados, possibilitando a produção de novos e melhores títulos, com novas tecnologias, acarretando em uma evolução também dos equipamentos. Além disso, faz com que novos jogos e desenvolvedoras surjam com o objetivo de competir com os grandes e, embora nem sempre consigam brigar, ainda conseguem fazer jogos de qualidade, que podem ou não virar F2P para atingir um mercado maior. Ao virar F2P, outros jogos que são montados para seguir essa filosofia precisam ser melhorados para competir mais forte e saem com mais qualidade. Jogos F2P podem até desbancar alguns jogos pagos, fazendo com que esses fiquem mais baratos e outros jogos sigam essa filosofia para não perder o poderio no mercado, e por aí vai. Como eu disse, isso TENDE a virar um ciclo; não é uma regra. Porém, ao menos um pouco disso vira verdade e proporciona a todos nós a possibilidade um pouco mais real de termos finalmente um mercado mais barato e competitivo no ramo dos jogos e consoles.

Então, fabricantes de equipamentos e desenvolvedoras de jogos, notem o crescimento do Free 2 Play. Apoiem a disputa de mercado. Barateiem seus produtos. Nós, gamers, agradeceremos (e compraremos) MUITO.

Processos, WoW e PSN Brasil

Desde o surgimento da Origin, a loja virtual de títulos criada pela EA para concorrer com o Steam (embora isso seja negado, lógico), alguns rumores vinham tomando cada vez mais força, até a proibição da venda de Crysis 2 na plataforma Steam. Desde então, a rixa começou a tomar forma de fato e já não encontramos novos games lançados pela EA tão fácil assim na Steam. O problema é que a Steam, para fornecer um título para download, exige que todo conteúdo de um game possa ser vendido em seu site, enquanto a EA exige o controle desse conteúdo, ou seja, expansões, DLCs e patches não poderiam existir na Steam, e aí que embola tudo. Battlefield 3 já encontra-se em pré-venda em alguns sites, mas nada de encontra-lo na Steam. Enquanto isso, os gamers têm uma – ótima – opção a menos para ter seus jogos.

E por falar em rixa, a Namco Bandai criou uma séria com a Projekt Red, produtora de The Witcher 2: Assassin of Kings. A Namco está processando-a por lançar uma versão do jogo livre de copyright pela Good Old Games, da própria empresa. Além disso, a CD Projekt Red também assinou um acordo com a THQ para distribuição nos países do Leste Europeu, Austrália e Nova Zelândia. Nada foi confirmado até agora, exceto a existência dos processos. Mas talvez não seja um problema muito grande para a produtora, já que as mais de 400.000 cópias vendidas até agora renderam alguns trocadinhos.

Outro processo que deu o que falar foi o da Tomita Technologies em cima da toda poderosa Nintendo, por infringir as patentes da tela 3D do Nintendo 3DS, preenchida em Março de 2003. A patente descreve como poderia ser utilizada por um dispositivo que não requer óculos específicos e detalha como alternar as imagens entre o olho esquerdo e direito de forma independente. A julgar pelas dezenas de processos que aparecem por aí a respeito de novas tecnologias (como o próprio processo que rolou contra o Blue-Ray da Sony em Maio), não duvidaria que tenha sido realmente infringido e que a Nintendo, com todo seu poderio, consiga se livrar do processo sem maiores problemas.

Mas como não podemos nos ater apenas a tristezas, vamos comentar sobre algumas alegrias divulgadas durante a semana. Claro que a maior delas deve ser a versão brasileira do MMORPG mais jogado da história, com mais de 12 milhões de contas espalhadas pelo mundo. World of Warcraft deve chegar ainda em 2011, todo traduzido para nossa lingua mãe (com gírias e tudo) e com um precinho mais do que camarada. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Steve Huot, diretor de operações da Blizzard para a América Latina, até revela os preços a serem pagos: R$29 pela embalagem do game, já com a expansão Burning Crusade, e R$15 pela assinatura mensal, e poderá ser pago via boleto bancário e cartões de crédito e débito. Uma ótima notícia para todos os fãs do jogo aqui do Brasil, principalmente por mostrar que o mercado brasileiro está começando a ser levado a sério.

Além disso, no dia 22, o Brasil também teve inaugurada – finalmente – a PS Store, junto com o blog e a página oficial da PlayStation para nossa terrinha. Em comunicado oficial no site, a Sony dá boas vindas ao mercado nacional e cita Glauco Rozner, novo Gerente Geral de PlayStation e VAIO da Sony Brasil: “Hoje damos início a uma nova fase. Com a Playstation Network Brasil, o consumidor brasileiro terá acesso a um mundo de entretenimento singular. Poderá baixar jogos, demos, add-ons, wallpapers e ter acesso a inúmeros conteúdos exclusivos, que estarão disponíveis a todos os usuários do console PS3. Para isso, basta ter uma conexão de internet e criar uma conta na PSN Brasil. A criação de contas é grátis e todos as transações de compra serão feitas em moeda nacional, trazendo muitos benefícios e diversão ao nosso público”.

E o casamento da Sétima Arte e dos games está indo de vento em popa. A Legendary Pictures, por exemplo, já confirmou que o filme de Mass Effect terá um foco maior no primeiro jogo da trilogia (não sei exatamente se isso é bom), enquanto um trailer da webseries baseada em Dragon Age foi revelada na Comic-con que rolou há poucos dias atrás. Dragon Age: Redemption deve começar a aparecer ainda esse ano e tem bons nomes por trás da produção, tais como o ator Doug Jones, de Hellboy, e o diretor Peter Winther, de Independence Day e, claro, a BioWare.

Por fim, para aqueles que, como eu, não estão mais aguentando a espera por Batman Arkham City, a Rocksteady faz mais uma vez a excelente jogada de marketing de ficar lançando bem aos pouquinhos as grandes novidades do game. Dessa vez, na Comic-Con, a Entertainment Weekly mostrou a confirmação de Talia al Ghul, filha do vilão Ra’s al Ghul, que vocês devem lembrar dos quadrinhos e, vez por outra, muito bem retratada na série Batman Animated Series. Batman Arkham City deve chegar às lojas dia 18 de Outubro para PS3, XBOX360 e PC.

Talia al Ghul

Talia al Ghul e sua dubladora, Stana Katic

Revelações nada reveladoras

Tudo que tenho a dizer é que, depois das ações de marketing da Ubisoft usando a página do Facebook para instigar os fãs de Assassin’s Creed, com seus diversos teasers supostamente sem pé nem cabeça, essa jogada marketeira deu com os burros n’água. Se a tentativa era movimentar o público para o anúncio, que fora prometido há eras e realizado no último dia 5, sobre o novo AC, a Ubisoft deve ter ficado muito frustrada. “Droga… quem iria imaginar que iriam prestar TANTA ATENÇÃO nos nossos teasers?”, pode ter pensado o pessoal da empresa. “Hã… QUALQUER UM????”, penso eu. “Bah, mas essa jogada foi fantástica sim… todo mundo foi pra página deles, todo mundo se mobilizou e etc.”, você pode pensar. Eu vos digo: a movimentação ocorreu ATÉ a divulgação das descobertas no teaser. Fato esse *revelado* pela expectativa criada para a divulgação oficial do AC: Revelations. Pouca gente acompanhou a notícia com ânsia, até porque já se sabia que será lançado esse ano, já se sabia o nome do novo jogo, já se sabia que Altair… espere… será Ezio, ao contrário das indicações dos teasers, mostrando o nome de Altair pra lá e pra cá? DE NOVO? AAAAAAAAHHHH, espertinhos!!! E essa foi a grande revelação do anúncio.

Ficando velho, hein…

No último episódio da “trilogia de Ezio”, como foi chamada, o protagonista correrá e pulará pelos mesmos caminhos trilhados por Altair, assim como enfrentará os malditos templários, que nunca o deixam em paz. Mas a grande atração da sequência é que, como seu nome diz, muita coisa da história será revelada, e você finalmente não vai mais ficar a ver navios, sem entender bulhufas. Alexandre Amancio, creative director da Ubisoft, deu uma entrevista bastante interessante à Game Informer, citando como várias histórias poderão ser entendidas melhor com o Revelations – e o porquê de todo esse paparico com o Ezio -, como está o desenvolvimento do título e uma breve pincelada do que podemos esperar para o ACIII (em inglês).

Mas deixando um pouco os Assassinos de lado, a Blizzard *revelou* (ahn? ahn?), no último dia 9, um decréscimo no número de assinantes do MMO World of Warcraft, caindo de mais de 12 milhões de viciados, número alcançado após o lançamento da expansão Wrath of the Lich King, para “apenas” 11.4 milhões. Seria esse o início do fim da hegemonia? Parafraseando um desses vídeos bestas e famosos do YouTube, “hanram, Cláudia, senta lá”. A IGN frisou muito bem: uma boa parte destes 12 milhões faz parte do mercado chinês, que ainda não recebeu a expansão Cataclysm. Então, esses números podem acabar não representando muita coisa.

Continuando no ramo de revelações esperadas, essa foi tão esperada que ninguém esperava mais por ela. A Blizzard vai abrir a fase de beta testing de Diablo III (finalmente!) no terceiro trimestre do ano. Ninguém sabe se ele será aberto ou fechado, mas a data de lançamento do jogo – que é o mais importante -, ainda não foi divulgada. Mike Morhaime, presidente da Blizzard, citou mais uma vez que gostaria de vê-lo sendo lançado ainda esse ano, mas nenhuma data foi definida ainda. Pra mim, Mike Morhaime é um troll de altíssima categoria 😉

Curtinhas 001

Quem sabe agora não dão mais valor ao mercado de games aqui no Brasil…

No último dia 29, em São Paulo e em mais seis cidades brasileiras, aconteceu o chamado “Dia do Jogo Justo”, um dia em que o gamer recebeu um pouco de merecida atenção, com palestras, apresentações e games sendo vendidos pela metade do preço. Além disso, uma causa muito nobre: a reinvindicação para a diminuição dos preços dos games. Citando Marcos Chien, em entrevista para o G1 (vide link,), “os jogos e consoles estão na mesma classificação do que as máquinas de caça-níquel e de videopôquer. (…) Nossa meta é enquadrar o videogame nas mesmas tributações que os computadores no país, muito menor, o que certamente irá aumentar as vendas do mercado legal sem prejuízo para o governo”. Com toda a certeza, o governo lucraria como nunca com a venda dos jogos e ainda ajudaria o combate à pirataria, já que um número considerável de gamers faz downloads ilegais de jogos graças aos abusivos impostos colocados em cima dos preços dos títulos que vêm pra cá.

Tantos games, tão pouco tempo…

Entre os dias 28 e 30 de janeiro, houve uma maratona um tanto curiosa. Seguindo o tema “extinção”, mais de 44 países começaram uma correria para aprontar o maior número de games possível. A iniciativa teve colaboração de Keita Takahashi, famoso diretor de games e criador de Katamari Damacy, que fez uma participação no vídeo de abertura da maratona. Esperamos que essa iniciativa traga muitos títulos divertidos e desafiadores para nossa alegria.

Tiros bem dados

Embora a notícia de que Call of Duty: Modern Warfare 3 – que deve ser lançado lá pelo último quarto do ano – vai ser desenvolvido em conjunto entre Infinity Ward, Sledgehammer Games e a Raven Software (os dois primeiros ficariam com a parte Single Player do game, enquanto o último ficaria com o Multiplayer, segundo o jornal Los Angeles Times), o que mostra que o desenvolvimento desse título vai ser meio conturbado – portanto, já vou tirar de minha cabeça a idéia de que essa sequência poderia superar a anterior -, as previsões de vendas para o último quadrimestre da Activision não deixam nada a desejar. É previsto que o FPS Call of Duty: Black Ops tenha vendido mais de 20 milhões de exemplares durante esse tempo, o que acarreta num lucro de mais de um bilhão de dólares, e eu nem mencionei que as vendas do Cataclysm, expansão do World of Warcraft, atingiram 4.7 milhões de cópias em um mês de lançamento, com previsão de chegar a 6 milhões até o fim do mês.

Fontes: G1, Gamespot, LA Times