Titanfall – o jogo do “OMG”

Titanfall foi lançado no último dia 11 para PC, Xbox 360 e Xbox One prometendo. Embora tenha sido visto por muita gente apenas como um “Call of Duty com robôs”, a curiosidade só aumentava desde o ano passado; afinal, o game recebeu diversas premiações durante esse tempo, incluindo Melhor Jogo da E3 por diversos sites especializados, tais como IGN e Gamespot. Quanto a mim, que costumo ter uma certa relutância com FPS’s e estava no primeiro grupo, dou agora meu braço a torcer: ele é um dos melhores. Fácil.

Acho que as melhores palavras que eu tenho pra definir o jogo são frenético e equilibrado. Ele é altamente movimentado, com ambientes pequenos e poucas brechas para aquele seu amigo camper. Mas não se engane: elas ainda existem e são altamente aproveitadas, então a melhor estratégia é correr loucamente. É aí que está o segredo de todo esse frenesi, mas também onde começa a comparação com Call of Duty.

Corre, piloto!

Titanfall: frenético e equilibrado.

Os estilos de jogabilidade e combate básicos das obras, por exemplo, são, sem dúvidas, bem parecidos, mas é difícil a gente não achar similaridades nos títulos do gênero hoje em dia. No entanto, Titanfall tem o agravante de que foi feito pela Respawn Entertainment,  fundada por Vince Zampella e Jason West, que eram da Infinity Ward e são vistos como os responsáveis pelo grande sucesso de CoD (até porque, desde que saíram da empresa em 2010, a franquia desceu ladeira abaixo – não me odeie, você sabe que é verdade).

Voltando ao ponto anterior, o equilíbrio é a outra coisa que me cativou bastante. A pé ou em seu titã, é notório como sua habilidade faz muita diferença e que, no fim, você é um alvo fácil, não importando a arma do adversário. Explodir os robôs com um lança-foguetes é quase tão simples quanto eles matarem os pilotos (lembrando que eles são muito maiores e cheios de metal pesado, por isso o “quase”). Ao entrar no meu mecha, logo na primeira vez que joguei, tive uma grande sensação de poder e os efeitos sonoros do caminhar pesado no chão (e esse é o meu grande destaque do som do game), por exemplo, contribuíram bastante pra isso. Porém, montar em cima de um deles e metralhá-lo até sua explosão consegue ser ainda mais prazeroso.

Uma bela relação entre titã e piloto

Quando sentamos no nosso titã pela primeira vez, nossas capacidades parecem aumentar.

O título também segue a tendência do full online, ou seja, você só acessa estando conectado na internet, assim como Diablo III, por exemplo. Pessoalmente, não sou muito fã disso, mas é compreensível, já que ele (e grande parte dos shooters atuais) tem um grande foco no multiplayer e o modo “história” é cada vez mais deixado de lado. Até existe um modo “Campanha” aqui, mas é apenas um nome. No fundo, é um combate (ou um conjunto deles) multiplayer do mesmo jeito que os demais, com uma minúscula historinha apresentadas de missões já presentes no modo online. O legal é que teremos novos modos de jogo disponibilizados gratuitamente, segundo o próprio Vince Zampella, o que pode fazer esse modo “Campanha” aumentar um pouco, já que é curtíssimo, seguindo a linha das sessões de jogo.

Outra coisa que não impressiona tanto são os cenários. Embora sejam bonitos e bem construídos, possibilitando correr literalmente pelas paredes de um lado a outro da fase, tive uma sensação de déjà vu – aquela impressão de que você já viu algo ou vivenciou aquele momento – que se repetiu em boa parte dos mapas. No entanto, sabemos que o foco do título não é exatamente cenários fantásticos: é desempenho, bons controles e muito tiro. E é justamente pelo desempenho que a instalação para PC ocupa “míseros” 50GB. São mais de 35GB de arquivos de áudio sem compressão para que o game possa rodar bacana também em computadores de menor capacidade.

Além disso, Titanfall tem outro grande destaque; e não falo exatamente dos titãs. Fiquei maravilhado ao perceber a frequência de momentos que eu vou chamar, preservando a leitura dos menores, de “OMG!!!” (“Oh My God!!!” ou “EITA!!!”, no meu bom e velho “nordestês”): aquela hora em que você está jogando, seja um recém-chegado ou um player incansável com 4 gerações (que funciona como o “Prestígio” de CoD – você reinicia seu nível, perdendo tudo que desbloqueou, mas ganha experiência mais depressa), e algo de cair o queixo acontece.

Parkour em Titanfall

Momento “OMG”: correr pela parede e dar um pulo duplo, caindo em cima de um titã inimigo e metralhando-o até sua explosão

Cito outro caso: minha terceira morte, ainda enquanto jogava o beta que aconteceu em Fevereiro, foi um titã caindo em minha cabeça. Sério. Acho que parei um minuto com a boca aberta olhando pra tela, pensando em quão humilhado eu estava e no quão sensacional foi essa morte. Ser atropelado por uma Ferrari não é nada em comparação a isso (embora eu nunca tenha sido atropelado).

Sendo assim, independente de suas falhas, dos robôs gigantes, do andar pelas paredes, dos soldados-creeps que me fazem lembrar de DotA 2 e de muito mais que vocês provavelmente já devem ter lido por aí, esses e vários outros momentos não me deixam escolha a não ser dizer: Titanfall é demais!

Análise de Titanfall - Nota

Para mais momentos “OMG”, confira o canal do YouTube da IGN. Toda semana, eles lançam um top 5 com as melhores mortes escolhidas pelos leitores. Veja um deles logo aí abaixo.

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